O que nos faz sentir sozinhos?
Não ter ninguém ao lado?
E quando nos sentimos sós no meio de multidões, ou com pessoas próximas com quem convivemos? Por que esta insatisfação?
E aquelas pessoas que se sentem muito bem mesmo quando aparentemente estão sós? Por que isso parece ser um desaforo ou algo improvável?
Andei pensando em uma ditado popular, que diz que todos nós nascemos e morremos sozinhos. Esta idéia nos é apresentada como os momentos de solidão mais críticos de nossa caminhada. Eu quero discutir nesta breve reflexão, as ausências e solidões do meio do caminho, pois é neste meio, que construímos nossas histórias, onde passamos praticamente, toda nossa existência.
Esse meio do caminho, ganha uma invisibilidade, mas é nele que a coisa acontece.
Pra mim a resposta ao combate à solidão é a partilha.
É mais fácil neste caminho, que com certeza, não foi feito para ser solidão, aprendermos a caminhar com aqueles que nos fazem sentir bem, sem entender muito bem as razões. Aceitar os defeitos e até rir deles, e saber que cada um está na sua estrada. Diminuir as críticas, aumentar a solidariedade. As pessoas quando convivem muito, tem esse estranho movimento em aumentar a tensão, e depois desejam ser sós, mesmo quando se ama. Talvez por isso muitos amores cresçam na ausência, e desapareçam na convivência. Mas do que vale isso? Viver sem conseguir ter satisfação? Ou viver com medo de que essa satisfação aconteça? Muitos de nós sofremos desta dualidade esquisita. Talvez porque buscamos a compreensão total dos outros e esquecemos o valor da partilha.
O que temos para partilhar hoje?
Otimo texto, amiga. Incrivel como as vezes vc transcreve o q vai na nossa alma. Bjos com admiracao!
ResponderExcluirMuito bom, teacher! Saudades...
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