Vocês já pararam pra pensar, que muitas vezes nossa ajuda envolve:
1. uma data certa para acontecer : o Natal por exemplo
2. um objeto: um alimento, um brinquedo
3. uma instituição: muitas vezes com a qual nos identificamos. E geralmente basta discarmos um número de telefone para realizar a nossa contribuição. Talvez um depósito no Banco. E hoje nossa ajuda já não tem fronteiras, podemos envia-la em favor de qualquer causa em qualquer lugar do mundo.
O que quero dizer com tudo isso? Que essa não é a forma correta de se ajudar?
Claro que não, toda a ajuda é muito importante e necessária. Mas, às vezes, me pego pensando em uma lógica em tudo isso.
Por que muitas vezes temos essa tendência de considerar que a ajuda tem uma data específica, um objeto e uma instituição?
Por que muitas vezes mantemos a ajuda à uma certa distância de nós?
Por que ãs vezes, parecemos evitá-la?
Será que não existe sofrimento à nossa volta?
Existem tantas formas de ajudar, muitas vezes mais simples do que imaginamos.
Será que alguma vez já notamos que uma grande ajuda pode vir do silêncio? Isso mesmo do silêncio!
Já experimentamos ajudar alguém apenas ouvindo silenciosamente?
Pode soar estranho esta colocação : ouvir em silêncio, pois ouvir pressupõe que estejamos em silêncio. Mas será que fazemos isso? Quantas vezes estamos agitados por dentro e não prestamos atenção ao que os outros nos dizem? Quantas vezes estamos mergulhados em nossas próprias preocupações.
Apenas ouvir em silêncio cria pontes de encontro com o outro. É uma poderosa ferramenta geradora de alívio. E que irá te conduzir a ajuda necessária. E como é bom quando alguém nos diz: - Obrigada por me ouvir.
Essa é uma ajuda poderosa e de fácil acesso à todos.
Por que achamos que para ajudar precisamos falar alguma coisa pra alguém ? Ou fazer alguma coisa por alguém?
O que posso fazer para ajudar quem está à minha volta?. Como fazer a identificação?
O primeiro passo é mostrar-se disponível. Se você se abrir, simplesmente não precisará fazer nada. Sua ajuda será solicitada. Muitas vezes basta estarmos com o outro, caminharmos com o outro.
Muitas vezes nossa ajuda não será a melhor. Muitas vezes vamos falhar, errar, mas se mostrarmos para o outro, que estamos verdadeiramente disponíveis para estar com, caminhar com, nossos erros ficarão em segundo plano.
Este é o tipo de ajuda que causa uma verdadeira revolução não somente para quem é ajudado, mas também para quem ajuda.
Temos semeado boas sementes em jardins distantes, mas temos também nosso jardim para cuidar.