terça-feira, 16 de abril de 2013

IGUALDADE ARTIFICIAL

Criticas formadas à partir de opiniões homogêneas e discursos carentes de significações, que nos fazem cair na tentação das respostas padronizadas com efeito alienante das nossas próprias carências e limitações.


Essa alienação desejada coletivamente, que muitas vezes pode ser usada como justificativa segura para apoiar decisões, acaba por nos colocar em nosso próprio cárcere privado.

Críticas superficiais e padronizadas, tem reflexo nas ações cotidianas, na vida de muitas pessoas e podem traçar destinos. Ser diferente, ou fazer algo diferente, ou simplesmente o que se deseja, tem sido romantizado como ato heróico, e colocado longe das possibilidades diárias, que podem ocorrer apenas em certas ocasiões.

Normas e condutas, que aos invés de nos ajudar a viver em harmonia e estabelecer a prática da gentileza, parecem mais escritas para limitar nossa imaginação nessa sociedade de comportamento obssessivo pela mesmice, que nos faz embarcar na repetição regulatória em oposição às ações criativas, muitas vezes consideradas: fora da lei ou do mercado de consumo.

São novelas que retratam a sociedade? Aos olhos de quem? Como o telespectador enxerga e propaga estes valores? Repetem o comportamento da mesmice? Da imitação? Qual o alcance de sua critca, quando houver?. Reproduz ou cria? Muda a sociedade ou apenas reforça padrões?. Que padrões são nocivos e quais não são? E aos olhos de quem? E o questionamento continua: por que muita gente parece igual?. Preciso ver com outros olhos? Ou muitos olhos se voltam para a mesma direção?. Tenho visto muitos iguais por aí, não que isso seja ruim, mas apenas me parece artificial.