Discutir as transformações sociais geradas pelo mundo virtual é um dos assuntos mais instigantes da atualidade. A evolução da internet passou por vários momentos ao longo das últimas décadas. Primeiramente, foi utilizada para a inteligência na guerra, depois como ferramenta possibilitadora e impulsionadora do mercado global, e nos últimos tempos tem se destacado pela utilização das redes sociais.
São vários os pontos de vista das discussões sobre o efeito das redes sociais em nosso cotidiano, mas queria dar ênfase à discussão da alteração causada na nossa comunicação e relação.
As redes sociais são um sucesso porque estão ligadas diretamente à uma necessidade vital do ser humano: a de comunicar-se. Não nascemos neste mundo para sermos sozinhos. Temos a necessidade vital de interagir e o surgimento das tecnologias virtuais, possibilitou novas formas de comunicação e interação, mas um fenômeno estranho começou a acontecer em paralelo. As ferramentas tecnológicas, criadas para serem ferramentas adicionais, com o objetivo de diminuir distâncias, parecem cada vez mais se tornar a nova e exclusiva forma de comunicação.
A solidão é uma das maiores preocupações neste mundo que nunca foi tão povoado. Moramos em grandes cidades, onde nos esbarramos e pouco convivemos, e estamos levando essa nossa dificuldade para a internet, só que agora ela tem o poder de alastrar este sentimento pelo mundo todo. Os danos sociais ainda precisam ser discutidos seriamente, mas é difícil acompanhar a velocidade das mudanças. Alguns autores já começaram este processo relatando como nossas relações são voláteis, transitórias, temporárias, geralmente para atender à alguma necessidade do capital, nas fusões, nas coligações, nas joint ventures. E em oposição à esta forma que estamos estabelecendo de viver, onde não queremos determinar formas, ou assumimos formas temporárias, se encontram nossos instintos, cuja base é sólida. Que contradição!.
Essa nova forma de nos relacionarmos invadiu nossa vida sem aviso prévio, assim como um hacker que invade o sistema. E nesse novo mundo de fluídos e velocidades aceleradas, estamos diminuindo o acesso à nós mesmos. E este comportamento de se expande de forma sutil e quase imperceptível, abalando nossas relações, pois estamos transferindo para o mundo virtual um pedaço muito grande de nós mesmos. E essa nova ideologia, não foi implantada por um ditador, por uma reforma política, por uma empresa, mas foi feita também com a nossa participação, pois a internet é uma plataforma de serviços descentralizada que possibilita a sociedade civil, utilizá-la de várias formas e maneiras.
O que criamos para nos aproximar está nos afastando. Muitas vezes nos refugiamos na internet para evitar o confronto das situações que o contato interpessoal exige. Já estamos mediando conflitos online porque obviamente, nos desgastamos menos, não precisamos argumentar tanto, nem nos confrontarmos com as pessoas. Não precisamos olhar “olho no olho” ao dizer. Portanto, fica mais fácil abrirmos margem para várias interpretações em nossas repostas por e-mails. É como se a internet servisse como um escudo protetor, um campo energético que mantém uma certa distância, que aparentemente parece ser saudável, não nociva, que nos afasta da rejeição. Mas na verdade, estamos criando um grave problema social. Estamos muitas vezes, projetando nestas ferramentas um mecanismo de defesa, e o resultado de tudo isso, é um mundo que possui cada vez mais pessoas intolerantes, que tem dificuldades de trabalhar o fracasso. E mais do que nunca, estamos aumentando as diferenças de gênero. E assim, o reflexo nas nossas relações se torna sério, pois passamos a pedir desculpas, discutir a relação, a dialogar e tomar decisões importantes pelas mídias eletrônicas, mesmo quando o outro está apenas à alguns míseros quilômetros de distância.
Sobre a questão de gênero
A emancipação feminina nos possibilitou um gerenciamento da gravidez, com os métodos contraceptivos, o que também melhorou a participação da mulher no mercado de trabalho. Mas ainda estamos longe de alcançar nossa emancipação emocional.
Vejo que o homem também tirou grande vantagem com a emancipação feminina, criando novos arranjos sociais. Hoje os homens pensam em se casar mais tarde, aos 40 anos. Tenho conversado com muitos e percebo esta tendência. Mas a mulher, nesta mesma idade, se encontra no limite para engravidar e geralmente começa a ter gravidez de risco. Então, como fica esta lacuna que criamos no tempo? O que acontece com esta nova reconfiguração de gerações?. E assim o amor vai servindo aos caprichos pessoais, em especial masculinos. Afinal, eu (homem) posso até te amar, mas se tivesse te conhecido mais velho poderia até casar. Por acaso alguém já ouviu isso? Eu já.
E assim, amar se torna fator secundário, pois para vivê-lo é preciso realizar muitas outras prioridades como estar economicamente estável, ter uma carreira. Não estamos fazendo com que o amor caminhe junto às situações, dificuldades, de nossa vida. Queremos programa-lo. E por isso mesmo, quando a primeira dificuldade vem, muitos casais se separam, mesmo estando economicamente estáveis.
Outra questão muito importante: Como fica a sexualidade se todos querem casar bem mais tarde? Como trabalhar esta questão de forma saudável?. Os homens podem até querer casar mais tarde, mas certamente não ficarão sem fazer sexo, e vão evitar relacionamentos sérios até lá. E então como ficam as mulheres? Hoje para uma mulher conseguir um relacionamento sério aos vinte e poucos anos, e arrisco dizer até com 30 anos, já está começando a ficar bem difícil. A situação se agrava seriamente nesta escala, se a mulher for bem instruída e com bom emprego e assim, a mulher tem muito mais dificuldades em exercer sua sexualidade, de forma saudável na sociedade de hoje. Do ponto de vista feminino, a mulher tende a exercer sua sexualidade de forma mais responsável, afinal é ela que pode engravidar. Para os homens ficou mais fácil garantir uma variedade até que se decida quem será a eleita. E se isso é possível, por que ele iria se antecipar?. Já a mulher sofre o oposto, ela precisa se preservar, refrear sua sexualidade por muito mais tempo. E ainda se não bastasse, essa mudança tem um aval social, pois um homem pode ser um grande “mulherengo” e de repente, perto dos 40 anos, “encontrar o grande amor da sua vida”. Agora o contrário não se aplica a mulher.
Na realidade vivemos em uma sociedade de poligamia, que ainda disfarça ideologicamente ser uma sociedade que preserva a monogamia.
Penso que diante desta fragilidade social a qual a mulher se encontra exposta, nós irremediavelmente, vamos precisar aprender a ter outros focos na vida, que não seja somente a maternidade, que ainda é muito reforçada pela nossa educação. Por que isso? Acho que serve mais para não ficarmos loucas, pois a sociedade está nos tirando o espaço para exercer de forma saudável nossa maternidade, não somente a sexualidade. O problema vem muito antes das leis que asseguram a licença-maternidade.
Outro dia entrei em uma loja que faz impressões de cartões e vi um convite muito curioso para o aniversário de um menino de 01 ano, que dizia: cuidado meninas, ele já fez 01 ano. É claro que muitas vezes fazemos isso num tom de brincadeira, como em muitos filmes onde o pai tem 02 filhos um menino e outra menina, ele na brincadeira diz que o filho pode começar a sair daqui há uns 10 anos e a filha depois de 20 anos, mas tudo isso reforça as diferenças entre os sexos.
Todo esse drama vivido gera problemas sociais e emocionais sérios. Tenho pensando nas diferenças entre homem e mulher. Encontrei várias delas expressas em verbos. Os verbos femininos parecem ser muito mais passivos, pois nós mulheres: ESPERAMOS a ligação, ESPERAMOS a criança nascer, ESPERAMOS o pedido de casamento, AGUARDAMOS nossos maridos chegarem em casa, AGUARDAMOS nossos maridos, ou filhos voltarem da guerra. Até em nossa sexualidade, somos aquelas de RECEBEMOS o espermatozóide. Verbos estes que não geram ação, que nos deixam imóveis, sem movimento. E estas amarras são invisíveis. Não é à toa que as mulheres são mais resistentes à dor, pois ser mulher é conviver com a dor.
Já os verbos masculinos são repletos de ação, são verbos ativos, pois são eles que FAZEM a ligação, DECIDEM quando fazer o pedido de casamento, COMBATEM na guerra e INTRODUZEM o espermatozóide.
O mercado hoje cheio de concorrências e licitações é parecido com o nosso mundo de relacionamentos. Se você não for bom na negociação, você vai perder, pois há concorrentes, existem várias opções. E qualquer deslize você perderá sem chance de apelação!. E nesse mercado, na maioria das vezes, os homens são os clientes e nós mulheres somos as fornecedores, que sofrem com a concorrência. Vocês já pararam pra analisar que os homens conseguiram lançar no mercado uma nova forma para se relacionar? Eles conseguiram criar uma etapa antes do namoro. É preciso ficar por um tempo antes de se assumir um namoro, ou é preciso morar junto antes de se assumir um casamento. Ora o que é o namoro, senão uma experiência de se conhecer o outro? Mas namorar soa demais um compromisso, o que os homens evitam, temem por se sentirem presos (pelo menos é o que diz a maioria). No fundo, trata-se de uma tentativa de legalizar o sexo sem compromisso, sem tanta culpa.
Bom, depois de toda essa confusão, quero apimentar um pouco mais a situação. Tenho lido alguns livros de vários autores com formações bem distintas. Mas quero fazer uma crítica. Espero que seja construtiva. Alguns relatam que quando as mulheres se deparam com as situações que descrevi acima, o que ela tem que fazer é se “valorizar e partir pra outra”, pois no fundo “ele não te merecia”. Mas é só isso? E como fica o sofrimento deixado? Concordo plenamente que não podemos permanecer em uma relação que não é saudável e que o necessário a ser feito é mesmo partir pra outra pra nos protegermos. Mas parece que na sociedade de hoje não restam opções para a mulher à não ser viver partindo pra outra!. Alguns dizem que muitas vezes o homem se arrepende e volta atrás. Acredito que seja verdade, pelas minhas experiências e de minhas amigas, mas é preciso pensar uma nova etapa: estes homens voltam, mas muitas vezes em situações que não queremos mais de volta. Alguns se arrependem depois de terem te comparado à várias outras mulheres, ou depois de ter dado foco na carreira e alguns (pasmem) querem voltar com você mas querem permanecer no outro relacionamento. São esses homens que queremos de volta?.
Se não bastasse, muitos podem ainda questionar que provavelmente você mulher não esteja fazendo a escolha certa. Acredito em parte que possa ser verdade, mas hoje em dia eu acredito muito mais na falta de opções saudáveis e assim muitas mulheres inteligentes que conheço, vivem reprimindo sua sexualidade em busca de um parceiro ideal e ainda precisam no meio desse processo, se proteger dos HOMENS DA TECNOLOGIA. Quem são esses homens?.
Hoje em dia você pode “levar um fora” por várias vias tecnológicas ou até mesmo receber um convite para sair pelo facebook. E se ele o fizer, é claro que será feito no chat, evitando a publicação (leia-se a sua própria exposição). Ou quem sabe um SMS?
Esta semana tive acesso a duas notícias muito intrigantes. Uma pesquisa feita na Grã-Bretanha relata que em 30% dos divórcios a palavra facebook foi citada. A outra notícia se refere à utilização do facebook no Brasil. Nós já somos o 4º. país com mais usuários ( mais de 35 milhões), atrás somente dos Estados Unidos, Índia e Indonésia. Fico imaginando os impactos que isto pode estar acarretando nas relações, principalmente, porque ainda considero nosso país muito machista.
Com estes dados todos, eu comecei a imaginar algumas situações. Muitas vezes nós mulheres recebemos um convite para sair e aceitamos quando estamos interessadas. Mas muitas vezes, somos colocadas num jogo de xadrez no qual o homem é o jogador. Ele sai com você e com outras e fica escolhendo até decidir entre uma ou outra, e na maioria das vezes, e sem o seu conhecimento, você foi posta numa competição. Alguma mulher é ingênua para não acreditar nisso?!.
O que gostaria de chamar a atenção, é que muitas redes sociais não tem somente gerado divórcios por causa da descoberta de infidelidades, ou por causa de crises de ciúmes de um dos parceiros. As redes sociais também tem ajudado muito, em especial, aos homens a gerenciarem as mulheres que eles ficam “cozinhando”, com respostas evasivas como : eu não estou sumido, só trabalhando muito. São as mulheres que servem para uma espécie de garantia no futuro enquanto não aparece uma melhor, pois os homens preferem aguardar e observar as várias opções do mercado. As ferramentas eletrônicas são uma solução que ajudam muito a manter a vigilância à uma distância segura, sem envolvimento, sem riscos. Estar conectado não garante a geração de vínculos.
Tem muita gente alimentando esperanças de outras via mídias eletrônicas. E isto é sério. Nós não conseguimos controlar quem gosta ou não da gente, mas somos responsáveis por aquilo que cativamos nos outros. E assim, vamos vivendo num jogo de xadrez cheio de substitutos.
E o que falar então sobre esta mania de se manter amizade com ex? Parece que ninguém sente nada, que tudo foi resolvido pacificamente, sem mágoas. E as redes sociais aparecem como território neutro, onde um ex fica vigiando a vida do outro. Afinal parece ser deselegante excluir alguém do facebook.!!! Mas a que custo emocional muitas vezes mantemos o outro conectado conosco?. A maioria que converso, o custo está sendo alto. Não quero aqui afirmar que não podemos ser amigos de ex-namorados, mas eu acho bem difícil isso ser saudável. Eu não iria gostar de ter um namorado que mantém contato constante com ex-namoradas. Aliás, vários estudos comprovam que um dos fatores mais comuns da traição é quando tudo começa com uma simples amizade e depois quando as pessoas perceberam, estavam envolvidas num relacionamento. Portanto, se o seu parceiro ou parceira não for seu melhor amigo é melhor mesmo prestar atenção, porque tem muita gente que adora uma amizade colorida!.
Infelizmente conheço alguns homens que defendem os direitos das mulheres nas políticas públicas, que apóiam a ascensão na carreira feminina, mas não vivem essa igualdade que defendem na intimidade de seus relacionamentos. Conheço também, vários casais que tem um relacionamento sério, mas quando você pesquisa no facebook o status não é mencionado ou não é o mesmo entre eles.
Muitos homens à esta altura devem estar se questionando: Mas as mulheres fazem o mesmo!!. Aqui preciso concordar com isso. Mas sinto que isso é uma conseqüência e que as opções das mulheres estão se fechando tanto que não existem quase mais opções. Falo isso não como justificativa, acredito que esta seja a realidade. O chão das mulheres foi tirado, ou será que já foi dado algum dia? Talvez nas antigas e remotas sociedades onde o matriarcado dominava. Talvez seja esse um grande problema: querer dominar!.
O desgaste emocional feminino sem dúvida é muito maior. Mas os homens ainda não conseguem perceber que também se desgastam, pois não existe relacionamento sem envolvimento. Achar que ficar saindo com as mulheres sem que a emoção seja afetada, é ilusão.
Numa reportagem muito interessante no fantástico do dia 01/01/2012 sobre os índios canelas, uma etnia do grupo timbira, o antropólogo Bill Brocker percebeu uma mudança na sexualidade. A tribo que vivia numa cultura de poligamia está se tornando monogâmica. O antropólogo avaliou que o controle destas relações eram feitas pelas lideranças da tribo, especialistas em administrar conflitos. Porém apesar das leis da tribo controlarem estas situações, não se podia controlar o sentimento do ciúme existente, inerente ao ser humano. E os índios (me refiro aos homens da tribo) influenciados também pelo homem branco, começaram a aumentar a sua percepção em relação ao sentimento de culpa que os acompanhava ao largar a mulher.
Vejo o amor sucumbindo à vaidade, ao egoísmo, ao medo, à estabilidade financeira (ao capital). Assim o amor vai sendo deixado de lado, em segundo plano nas prioridades. Mas o amor não é um sentimento espontâneo? Como podemos programar?. Não consigo mais simplesmente aceitar argumentos: “não era pra ser”, “se tivéssemos ido mais devagar”, “se não tivéssemos feito tal coisa”, se tivéssemos um pouco mais de dinheiro”, “não era o momento certo”. Todas frases prontas conjugadas no passado como se não tivéssemos mais possibilidade de modificar o rumo das coisas no presente. E assim condenamos o relacionamento, antes mesmo de tentar que ele seja, que ele aconteça. Na verdade muitas vezes o dinheiro não é o problema, mas sim as prioridades que ele permite que cada um dos parceiros faça.
Esse amor vai exigir diálogo, capacidade de compreender diferenças e persistência diante das dificuldades, e acima de tudo, sinceridade no que se sente, pois não se esqueça que diante de você tem outro ser humano. Mas estamos tentando buscar nesta vasta gama de variedades, alguém que nos entenda e que não haja muito esforço da nossa parte em mudar muitas vezes aquilo que precisamos mudar, e principalmente, queremos alguém que aceite todos os nossos defeitos e caprichos de forma passiva, sem questionamento.
As diferenças entre homens e mulheres em relação ao que pensam sobre a instituição do casamento, parecem estar inalteradas. Penso que para os homens, de uma maneira geral, o casamento “é uma conseqüência da vida”, “chega uma hora em que ele precisa optar por isso”. Enquanto que para as mulheres, o casamento é o meio para se conquistar a felicidade. De uma maneira geral (não exclusiva), a educação se propaga desta forma, mesmo diante de um mundo totalmente diferente. E observando estas diferenças na educação, fica mais fácil entender a contradição que as mulheres vivem.
Diante do problema exposto fico pensando: mas como mudar? Que tal começarmos com alguns verbos: COMPARTILHAR, CONVIVER, CEDER (um pouco para cada lado), EQUILIBRAR, ZELAR, CUIDAR, VIVENCIAR, RELACIONAR, APROXIMAR, todos verbos que pedem a presença de no mínimo duas pessoas.
É preciso também entender um simples conceito: é claro que existem diferenças biológicas entre homens e mulheres, mas elas precisam deixar de ser vistas como diferenças, pois são particularidades.
Parabéns...ótimo texto. Infelizmente a grande desculpa ´para muitas dessas situações é a falta de tempo e isso leva as pessoas a redes sociais, deixando de lado o contato físico e a tal química que tanto procuramos, o vem nos causar nesse futuro bem próximo tantas complicações como vc mesma colocou. Temos que colocar em prática nossas mudandanças, pois estamos nos tornando seres muito complicados....percebo que logo será muito difícil a formação de famílias com tantos obstáculos que enfrentamos. A mudança de pensamento e comportamento tem que ser para "ontem". Ana mais uma vez parabéns pelo seu texto.Fabíola.
ResponderExcluirObrigada Fa....consegui habilitar para os comentários.....kkkkkk...obrigada porque isso me incentiva a continuar escrevendo. Espero poder ajudar mais as pessoas e a mim mesma!!!bjs,Ana Luiza
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